A JORNADA DO BAIXISTA

A Jornada do Baixista

O que nos levou a tocar esse maravilhoso instrumento? Muitas pessoas nem sabem o que é um contrabaixo e mesmo assim, nós os baixistas, insistimos em tocar esse instrumento tão grave.

Mas afinal, qual é a Jornada do Baixista?

Podemos ver isso de diversos ângulos:

 

1 – Baixista por acidente

Baixista por acidente é aquele baixista que tocava um outro instrumento na banda (guitarra, violão, bateria etc) e por falta de baixista acabou assumindo o cargo.

Esse é um caso bem comum e por incrível que pareça, muitos desses baixistas se tornam profissionais e nunca mais largam o instrumento (No meu caso rolou isso!)

O Baixista por acidente, quase sempre, acaba tomando gosto pelo instrumento aos poucos e é claro, quanto mais se aprofunda nos assuntos, mais autonomia ganha com o contrabaixo.

 

2 – Aquele que ama sons graves

Dei aulas para muitos alunos iniciantes que começaram de cara com o contrabaixo. Qual é o argumento deles? Amam os graves!

São alunos dedicados e que piram com cada novo aprendizado. Os amantes dos graves estão sempre motivados a aprender assuntos novos e querem tocar a todo momento.

 

3 – Seguindo a tradição

Outros, um pouco mais privilegiados, nasceram em uma família musical e não podemos negar que esse fato faz grande diferença na evolução do músico. É muito bacana uma criança, logo no começo de sua vida, estar exposta a muita música.

Esses baixistas geralmente carregam uma musicalidade nata, ou seja, é tudo muito simples e natural pra eles.

É claro, que isso não garante o sucesso como músico. Esse baixista também terá que pagar o preço e estudar como qualquer outro baixista.

 

Existem outros casos e cenários, mas, com esses 3 já podemos traçar alguns paralelos.

 

A primeira questão é que em ambos os casos, o resultado final vai depender o empenho de cada um, ou seja, não há privilegiados e sim, resultados conforme a dedicação pessoal do estudante.

Outro ponto interessante na jornada do baixista é a sua convivência e exposição. Convivência no sentido de tocar com outros músicos, aprender com músicos mais experientes e exposição no sentido de “dar a cara a tapa”, ou seja, não ter medo de se expor e com isso, fortalecer sua performance dia após dia.

 

A Jornada de todos os Baixistas

Estudar. Conviver. Testar. Aprender, ensinar. Rever conceitos. Pagar o preço. Ouvir muita música. Comprar um baixo, talvez vender e comprar outro. Experimentar timbres variados. Montar uma banda e fazer seu primeiro show. Sentir um frio na barriga antes do show. Ganhar seu primeiro cachê. Tocar de graça. Tocar na igreja, na praça, no bar ou no baile. Ficar sem dormir e sem comer as vezes.

Está preparado pra essa jornada?

Vale a pena?

Só vivenciando pra saber! Experimente!

Boa sorte,

Raphael du Valle

Baixista, criador do ToqueMaisBaixo e empreendedor musical.

Dúvidas? Deixe uma pergunta para o professor!