fbpx

MAURÍCIO PILCSUK (BANDA O BARDO E O BANJO) – O BAIXISTA TEM QUE SER CORAÇÃO E ALMA, ALÉM DE ESTUDO

O BLUEGRASS é um estilo musical bastante popular e tradicional norte americano, originário das montanhas Apalaches, local que engloba cidades como Asheville, na Carolina do Norte, Huntsville, no Alabama e Chattanooga, no Tenessee.
Mais característico do sul dos Estados Unidos, os instrumentos utilizados são guitarra, banjo, fiddle (rabeca), violão, bandolim, banjo, baixo acústico, dobro (um tipo de guitarra) e violino.

Para acompanhar este estilo,os baixistas, geralmente, tocam um pizzicato no estilo slap, acentuando as batidas. Segundo o site Wikipedia, o japonês Shigeru Miaymoto, um dos criadores do vídeo game MARIO (e seus personagens Zelda, Donkey Kong, etc) toca guitarra e banjo, no ritmo Bluegrass, nas cenas do famoso jogo.

Nosso país foi agraciado com esse ritmo através da Banda O BARDO E O BANJO, de São Paulo, que faz uma mistura divertida do Bluegrass, o rock’n’roll e a música irlandesa. Para nos contar essa história, convidamos o baixista Maurício Pilcsuk Filho, que gentilmente nos atendeu para esse papo super bacana e informativo.

1) CONTE-NOS UM POUCO SOBRE SUA HISTÓRIA, ONDE NASCEU, ONDE MORA.
Maurício: Nasci em 1980, na Pompeia (berço do Rock). Filho de Hippies, desde cedo ouvindo música boa com meus pais. Em 1995, após pedir por 3 anos, ganhei meu primeiro Baixo Washburn, que mudou minha vida.
Na primeira semana entrei em três bandas, e o amor pela arte e música foi crescendo cada vez mais. Hoje moro em Santo André.

2) COMO COMEÇOU SUA CARREIRA NO CONTRABAIXO?
Maurício: Em 1997 entrei na Universidade Livre de Música Tom Jobim (ULM), onde tive o privilégio de estudar com excelentes professores como Zaza Amorim, Erica Hendricsonn, Pixinga, Júlio Cesar, Itamar Colasso, Chico Gomes, que me ensinou o Triplo domínio que mudou minha maneira de ver o contrabaixo, e muitos outros professores fantásticos de teoria e prática.
Em 2001, entrei para a Faculdade Paulista de Artes, que ajudou bastante também na minha formação.

3) PRINCIPAIS TRABALHOS NA ÁREA MUSICAL –
Maurício: Em 2001, entrei para a Orquestra Sanfônica de São Paulo (Orquestra formada por 25 sanfonas, Baixo, Bateria e vocais) regida pela Maestrina Renata Sbrighi, onde viajamos o País tocando. Por três vezes fomos finalistas do Festival Internacional de CastelFidardo, na Itália, em 2005, 2008 e 2010. Tivemos a honra de tocar duas vezes com Dominguinhos e vários outros artistas como Almir Sater, Almir Rogério, Mariangela Zane muitos outros. Hoje em dia faço parte de uma Banda de Bluegrass e Rock chamada O BARDO E O BANJO, onde ano passado lançamos o segundo CD Autoral “O TEMPO E A MEMÓRIA” e o primeiro registro de Bluegrass em Português.

4 – MAIORES INFLUÊNCIAS NA MÚSICA
Maurício: Meus professores Zaza Amorim, Chico Gomes, e outros grandes baixistas que ouço como Chaves (Zimbo Trio), Ricardinho Paraíso, Michel Pipoquinha, Arismar e Thiago do Espírito Santo, dentre outros.

5 – QUAIS HABILIDADES UM BOM BAIXISTA DEVE DESENVOLVER?
Maurício: Tem que ter sensibilidade, percepção, coração e alma. Claro que estudo e técnica fazem parte do aprendizado.

6 – AÇÕES EMPREENDEDORAS DA CARREIRA
Maurício: Desde 1999 dou aulas de música e estou trabalhando em métodos de Baixo Acústico e triplo domínio para baixo elétrico.

7 – QUAL O SEU SETUP?
Maurício: Baixo acústico Blaver, de tampo maciço, restaurado pelo grande artista Ale @operariodaarte. Uso um pré ampli da Sadowsky e um equalizer Boss para usar o Arco, pois tem timbres e volumes diferente do Baixo Acústico tocado Pizzicato Slap e Arco. De 1999 a 2001 trabalhei de luthier onde fiz meu próprio baixo elétrico de seis cordas.

8) COMO VOCÊ VÊ A INICIATIVA DO SITE TOQUE MAIS BAIXO, QUE ENSINA CONTRABAIXO ONLINE?
Maurício: Acho importantíssimo essa onda digital de ensino, podendo chegar informação para quem mora longe e não tem condições de fazer aula presencial com professores.
A informação hoje em dia está numa velocidade absurda. Quando comecei a tocar não havia essas ferramentas que tem hoje.

Parabéns ao Toque Mais Baixo e a todos os artistas que ajudam de alguma forma a levar a arte em diante!

 

Por Vilma Souza

Aluna e Colaboradora do ToqueMaisBaixo

 

Baixista, criador do ToqueMaisBaixo e empreendedor musical.

Dúvidas? Deixe uma pergunta para o professor!