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LUCAS HENRIQUE: ‘É PRECISO MATURIDADE PARA LIDAR COM PRECONCEITOS”

LUCAS HENRIQUE começou sua carreira musical na igreja com 11 anos tocando bateria. Logo depois foi estudar violão na companhia de mais alguns amigos. Decidiram criar uma banda de adolescentes, porém faltava baixista. O Professor pediu que ele ficasse no baixo, até que aparecesse alguém. Segundo Lukinhas, como é chamado pelos amigos, não aconteceu nada disso. Continuou no baixo, pegou gosto pelo instrumento e ali percebeu que era pra ser Baixista mesmo!

Nesta entrevista, Lukinhas conversou gentilmente conosco sobre sua trajetória musical (uma história parecida com a de muitos baixistas), preconceitos e deu dicas maneiras pra quem quer se encaminhar no mundo dos graves.

TMBX: Você já sofreu algum preconceito por causa da sua altura?

LUCAS: Sim, sim! Por exemplo quando dizem: “ nossa, esse instrumento é muito grande pra você, tem que tocar um instrumento menor…”

TMBX: Quais os principais trabalhos que fez e faz atualmente?

LUCAS: Tenho dois singles lançados, já gravei EPs pra alguns cantores, inclusive um foi com o grande mestre da bateria Cleverson Silva. Atualmente sou baixista na minha Igreja, em Guarulhos, e baixista do cara que foi o canal de Deus, hoje Produtor e Cantor Abraão Ferreira.

TMBX: Quais suas maiores influências na música?

LUCAS: São tantas que fica até difícil dizer todas (rsrs). Entre os que me influenciaram na música, no meu instrumento estão o Jr. Ribeiro Braguinha (um dos primeiros que comecei a ouvir e ser influenciado) Marcus Miller, Haudrien Feraud, Federico Malaman, Celso Pixinga, Victor Wooten, Michael Pipoquinha, Daniel Lunna e tantos outros, até mesmo de outros instrumentos.

TMBX: Que habilidades um bom baixista deve desenvolver?

LUCAS: Primeiramente HUMILDADE em tudo que fizer. Fazer seu trabalho, independentemente de onde estiver, sem se incomodar com o número de pessoas te vendo tocar. Ser bom ouvinte, escutar conselhos, e não ficar na mesmice. Estudar constantemente! Nunca saberemos tudo. Sempre vai existir alguém que tem mais conhecimento e devemos aprender com estes.

TMBX: Quais os principais desafios você tem enfrentado desde que começou sua carreira?

LUCAS: No começo briguei comigo mesmo a fim de tomar coragem e ir em outros lugares tocar. Eu chegava e via os olhares das pessoas, duvidando que eu era o Baixista daquela banda, até mesmo pela minha estatura… Eu tinha muita timidez, mas aos poucos fui sendo curado disso. Feedbacks positivos e negativos foram me construindo. Adquiri maturidade pra saber lidar com essas coisas. Hoje já não sou tão tímido e não ligo pra o que pensam negativamente. Chego, monto meus equipos, fecho os olhos e toco. Sou imensamente grato pelas pessoas que agregam demais a minha vida, e que me incentivaram até hoje a permanecer: minha família e amigos.

TMBX: Já precisou fazer alguma adaptação nos instrumentos que toca?

LUCAS: Nunca precisei fazer adaptações. Na verdade, eu acabo me adaptando até a um baixo de seis cordas (rsrs),com certa dificuldade. É questão de tocar um pouco e logo me acostumar. Mas tenho um contrabaixo que o Luthier deixou um pouco menor (não muito menor). Dá pra ver a diferença, fiquei bem satisfeito e mais acomodado ao instrumento.

TMBX: O que você acha da iniciativa do ensino de contrabaixo online, como o ToqueMaisBaixo?

LUCAS: É muito top! É um meio de ajudar muita gente que quer estudar, mesmo de longe, e não tem acesso a um professor. O aluno consegue estudar em casa e se aprimorar. Pode fazer o seu horário, sem atrapalhar a rotina. Muito boa essa iniciativa!

TMBX: Tem alguma dica pra galera que está começando no mundo dos graves?

LUCAS: Minha dica é: seja paciente, não pare de estudar por nada, ouça muita música, faça um filtro daquilo que vai te agregar. O que não agrega deixe pra lá. Sinta a vibe da música e senta o dedo!!

 

Por Vilma Souza

Aluna e Colaboradora do ToqueMaisBaixo

 

Baixista, criador do ToqueMaisBaixo e empreendedor musical.

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