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“O BOM MÚSICO TEM QUE SER DINÂMICO E VERSÁTIL”, DIZ ALEXANDRE PANTA

Natural de Osasco-SP, cidade onde nasceu e mora até hoje, o músico Alexandre Panta, é baixista profissional, professor e produtor musical. Ainda adolescente, montou sua primeira banda e nunca mais parou. Ele tem 35 anos e diz: “estou recém- casado com uma esposa maravilhosa, que apoia demais minha carreira”. Sincerão, porém humilde e descontraído, Alexandre Panta nos conta sua trajetória musical, numa retrospectiva cheia de aventuras.

TMBX: Como iniciou sua carreira na música e no contrabaixo?

PANTA: Comecei aos 17 anos com bandas de garagem (Iron Maiden Cover) e como autodidata. Em 2005 entrei no Instituto de Baixo & Tecnologia-IB&T até me formar 1 ano depois. Passei anos tocando estilos variados como sertanejo, country, bandas de baile, soul funk e disco que ajudaram e desenvolver minha versatilidade como baixista. Sou colaborador do portal Cover
Baixo de 2006 (que era Revista na época) até os dias de hoje.

 

TMBX: Quais os principais trabalhos na área musical que fez e faz atualmente?

PANTA: Faço parte do Scenes from a Dream (Dream Theater Cover) desde 2007 até então, e da banda tributo ao Symphony X desde o ano passado. Já na parte de vídeos, tenho meu canal em
constante atividade desde 2016 com vídeos de Bass Cover, ao vivo com bandas, Dcas, Vlogs e o carro chefe, claro, que é o Fala Baixista, programa de entrevistas.

 

TMBX: Você estudou na EM&T – Escola de Música e Tecnologia. De que forma conseguiu se formar em bem menos tempo do que o normal, que é de cinco anos?

PANTA: Eu sempre fui muito curioso e inquieto. No início da minha carreira tocava muito com guitarristas a frente do meu nível teórico. Nesse tempo sempre pesquisei e tirava dúvidas
com músicos mais experientes. Quando fiz prova de aptidão na EM&T (com o meu finado grande mestre Nilton Wood), acertei todas as questões. No momento meu mestre ficou sem saber o
que fazer comigo. Acabei por entrar no módulo 4 (sexto de dez módulos), e nesse meio tempo pulei mais um módulo. No final do ciclo, me formei em 1 ano e 5 meses mais precisamente falando.

 

TMBX: Quais suas maiores influências musicais?

PANTA: Admiro muitos baixistas de várias vertentes. Jaco Pastorius, James Jamerson, Victor Wooten, Marcus Miller e Richard Bona são os meus favoritos, mas obviamente dentro do rock tem John Myung, Steve Harris, Cliff Burton, Flea, Luis Mariutii, Felipe Andreoli, Billy Sheehan, que nunca podem faltar.

 

TMBX: Poderia descrever a experiência de tocar no mesmo palco que James Labrie (Dream Theater)?

PANTA: Nossa!! Foi algo inacreditável e, pra ser sincero, ainda mal caiu a ficha (rs). Devo gratidão aos meus irmãos da banda Noturnall pelo convite, Fernando Quesada é um amigo querido
de muitos anos e me fez este convite.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TMBX: Como faz para conciliar as agendas de estudo, gravação do programa e performance nas bandas?

PANTA: Sou muito nerd com planilhas, horários e tudo mais. Quando comecei a trabalhar desta forma mais organizada melhorou muito meu tempo hábil para vários projetos. Também tenho uma vida particular e preciso respeitar este aspecto, por uma questão de saúde física e mental, e claro ter um convívio social o mais próximo de normal (nunca será 100% normal na vida de um músico rsrs). Então me organizo com aulas, ensaios, mídia social e estudos.

 

TMBX: Que habilidades um bom baixista deve desenvolver?

PANTA: Controle rítmico, dinâmica e versatilidade de pegadas na mão direita e o principal, estudar MUITO harmonia em todos os aspectos. Feito isso, abrir a mente e tocar muito bem vários
estilos, e não ser apenas um quebra galho. O bom músico é nota 9 em um estilo principal, e nota 7 a 8 em outros. Do que adianta buscar ser nota 10 em um único estilo e ser nota 4 em outros ritmos?

 

TMBX: Qual o seu setup?

PANTA: Vou dividir por partes: para shows utilizo o DT Cover um Bongo 6 (Prata)+ Amp Mesa Boogie Subway 800 e meu set de pedais com um transmissor Line6 Relay G30 entrando nos pedais
T Rex Cpmpressor + NIG Bass Shaper + Darkglass B7K Utr, todos ligados em um controlador/multi efeitos Boss MS3. O mesmo setup é utilizado no Symphony X tribute, porém com um Bongo 4
(preto). Já em bandas menores, quando toquei muito na noite paulistana, utilizava um Music Man Stingray 5 e um Warwick Rockbass Corvette 5 ligados em um ampli Ampeg Mircro VR
(Cebeçote mais caixa 2×10). Para aulas utilizo um shelter SXJB turbinado com caps SD Bassline Quarter Pound + Ponte Badass Bass 2 com dois pequenos amplis da Warm Music que me quebram um galhão.

 

TMBX: Que ações empreendedoras tem desenvolvido na sua carreira?

PANTA: Mídias sociais – acredito que tem sido o principal ponto que alavancou meu nome. O Fala Baixista é um exemplo nítido deste trabalho. Além de levar pra galera nomes já consagrados e
nomes novos, o programa me trouxe muitos seguidores e alunos. Hoje em dia todo músico precisa se dividir em Marketing, Administração e mais o lado músico. Se pensar apenas no último, vai se dar mal.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TMBX: Como você vê a iniciativa do ToqueMaisBaixo, no ensino online do contrabaixo?

PANTA: Estive falando com o Rapha esses dias e fiz questão de parabeniza-lo pela iniciativa, e pelo lindo trabalho honesto e eficiente que tem realizado. A gente sabe o quanto são necessários dedicação e foco em um projeto desse. Que continue sempre!! Em breve vamos levar o ToqueMaisBaixo para o Fala Baixista.

 

 

Vilma Souza

Aluna e Colaboradora do ToqueMaisBaixo

Baixista, criador do ToqueMaisBaixo e empreendedor musical.

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