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Entrevista com o baixista Adriano Giffoni

Poderia nos contar como começou sua carreira na música e no contrabaixo?

Adriano Giffoni – Comecei tocando violão com 9 anos e fui desenvolvendo um estudo voltado para as harmonias da MPB. Depois fui tocar na Beira Mar de Olinda e participei de vários grupos. O baixo entrou na minha vida aos 17 anos. Toquei um carnaval em Olinda e me apaixonei pelo instrumento. Depois disso fui estudar em Manaus onde comecei a tocar em bandas de baile já como baixista.

 

Quais os principais trabalhos que fez e faz atualmente?
AG – Toquei com grandes nomes da MPB como Sivuca, Emílio Santiago, Marcos Valle, Maria Bethânia, Tim Maia, Gal Costa, Leila Pinheiro, Roberto Menescal, Wanda Sá, João Donato, Carlos Lyra, Caetano Veloso, entre outros.

 

Como foi seu tempo em Brasília?

AG – Em Brasília eu fui estudar contrabaixo acústico pra valer e fiquei dois anos na Escola de Música de Brasília tocando nas orquestras sinfônicas e formei uma banda instrumental chamada Artimanha, onde passei a compor muitos temas instrumentais. Toquei com vários artistas locais.

 

Quais suas maiores influências na música?

AG – ouvi grandes baixistas como Ron Carter, Nils Pedersen, Luizão Maia, Paulo César Barros, Jamil Joanes, Nico Assumpção, e de cada um aprendi coisas importantes. César Camargo Mariano, Hélio Delmiro, Sivuca e Hermeto me ajudaram a achar o caminho da boa música brasileira.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto: Vinícius Giffoni

Que habilidades um bom baixista deve desenvolver?
AG – Acho que o baixista tem que ser versátil, conhecer bem os arpejos dos acordes, saber tirar músicas de ouvido, estudar muito com metrônomo, tem que ler música bem se quiser ser um músico de estúdio e de shows. Ouvir os mestres e os novos músicos também. Ser pontual, ser um cara social, pois ninguém vai te chamar só porque você toca bem. Ter que chegar feliz nos trabalhos e ter
humildade pra perguntar e tirar as dúvidas com os produtores e artistas.

 

Que ações empreendedoras você tem desenvolvido em sua carreira?

AG – Estou fazendo um bom trabalho de divulgação do meus cds e cursos no meu canal www.youtube.com/Adrianogiffoni. Tenho postado muitos vídeos de baixo acústico e elétrico e estou chegando a 10.000 visualizações. Em breve vou fazer umas lives. Estou com 40 exemplos de ritmos brasileiros no site Fica a Dica Premium do Nelson Faria e agora comecei a fazer o Workshop Baixo Acústico Popular em várias universidades do Brasil. Meus livros Música Brasileira para Contrabaixo 1 e 2 são adotados pela Berklee, Conservatório de Copenhague e Universidade de Orebro na Suécia e acabei de ser aceito pela Universidade de Buenos Ayres como referência de ensino de música brasileira.

 

 

 

 

 

 

 

Foto: Vinícius Giffoni

O que você acha da iniciativa do ensino de contrabaixo online, como o ToqueMaisBaixo?

AG – Acho bacana! Troco ideias com músicos de todos os lugares do mundo,mas, ainda trabalho com aulas presenciais no Rio de Janeiro e workshops nas escolas que me convidam.

 

Vilma Souza

Aluna e Colaboradora do ToqueMaisBaixo

Baixista, criador do ToqueMaisBaixo e empreendedor musical.

    1 Comentário

  1. Admin bar avatar
    Marcio Coelho
    outubro 16, 2018

    Parabéns pela entrevista, pessoal!

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