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ASMODEUS – O PRINCIPAL É SEMPRE A PAIXÃO

O Forró é um dos ritmos nordestinos mais marcantes e conhecidos do Brasil, onde predominam a sanfona, a zabumba e o triângulo. Mas no Ceará, o Rock’n’Roll também manda ver e “desce a paulada na moleira” sim!!

Trinta anos depois, o que seria um encontro para reviver e concluir a trajetória de uma Banda de Rock, acabou trazendo o Grupo de volta. Para nos contar esta história, convidamos ANDERSON FROTA, contrabaixista da Banda e aluno da Plataforma Toque mais Baixo (TMB).

Segundo Anderson, A Banda ASMODEUS original nasceu na primeira metade da década de 80, em Fortaleza. Durou pouco a junção de amigos de colégio e vizinhança, mas chegou a fazer uma apresentação e ficou marcada na memória dos fãs de Metal da época.

TMB: POR QUE A PRIMEIRA VERSÃO DA BANDA SE DISSOLVEU?
ANDERSON: Por conta de meu primeiro emprego, tive que trabalhar em uma cidade no interior do Estado, e só vinha para Fortaleza no final de semana. Sacrificava o convívio familiar e lazer para ter tempo de ensaiar. Também não havia foco. Alguns dos novos integrantes queriam conduzir o som para algo mais melódico e trabalhado. Curto escutar isso, mas não para tocar na ASMODEUS. Minha compreensão de banda era de algo ríspido, e o caminho para onde as coisas estavam sendo levadas me desestimulou, portanto eu saí.

TMB: COMO SE DEU O RETORNOU APÓS 30 ANOS?
ANDERSON: Em 2015, houve a idealização de um evento para comemorar os 30 anos do primeiro Festival do estilo em Fortaleza. Fui contactado no sentido de que a ASMODEUS teria que participar. Por diversos motivos a reunião dos ex-integrantes não se tornou viável. Então chamei alguns amigos para fazermos isso juntos. A partir daí se estabeleceu a nova formação, tendo mudado apenas o baterista desde então.

TMB: QUEM SÃO OS INTEGRANTES ATUAIS?
ANDERSON: ELINEUDO MORAIS – Vocal
FÁBIO MORCEGO – Guitarra
ANDERSON FROTA – Contrabaixo
ACÁCIO VIDAL – Bateria

TMB: COMO ESTÁ A BANDA NA ATUALIDADE?
ANDERSON: O Festival deveria ter sido a conclusão da Banda. Não havia planos de prosseguir quando eu chamei os caras. Era apenas para fazer o show e ponto final. Mas a recriação das músicas antigas e a criação de algumas novas rolou tão bem, que percebemos que era válido seguir adiante e fazer o registro daquele material.

TMB: COMO SURGIU A IDEIA DO NOME ASMODEUS?
ANDERSON: Foi sugestão do Magela, guitarrista da primeira formação. Eu não conhecia, nem sabia que era nome de demônio, até ele me dizer. Mas achei adequado para uma Banda de Metal.

TMB: QUAIS SÃO AS SUAS MAIORES INFLUÊNCIAS?
ANDERSON: Eu, como baixista, tenho a obsessão de sempre procurar o timbre mais grave possível. Houve uma época em que investi em um baixo de cinco cordas, mas não consegui me afeiçoar ao instrumento. Percebi que nenhum dos caras que eu gostava de escutar, como Geezer Butler, John Entwistle, Cliff Burton ou Lemmy, usava cinco cordas. Sem o parâmetro emocional de conexão, deixei a ideia de lado e fechei com as quatro cordas.

Dentro do tipo de música que a ASMODEUS faz, a minha influência são os músicos que unem a simplicidade com a pegada rápida e o clima soturno. Sempre estou observando as linhas de Martin Ain (Celtic Frost), Tom Angelripper (Sodom) e Lemmy.

TMB: PODERIA NOS FALAR SOBRE SEU MAIS RECENTE TRABALHO: ‘PARABELLUM’?
ANDERSON: Foi lançado digitalmente e está em todas as principais plataformas de streaming. Ainda este ano, creio que no máximo até o começo de outubro, acontecerá o lançamento físico, com quatro faixas bônus. Dentro das condições de produção, fiquei muito satisfeito com o resultado. Tenho orgulho dele, e as reações tem sido todas positivas. Quando o CD estiver finalmente disponível, devemos fazer algo especial para registro.

TMB: O MISTÉRIO SOBRE O SIGNIFICADO DA SIGLA PNCDBA (NOME DE UMA MÚSICA) SERÁ FINALMENTE REVELADO?
ANDERSON: NÃO!! Isso vai continuar guardado. Trata-se de uma piada interna da Banda. Surgiu em um dos primeiros ensaios da nova formação, relembrando uma história antiga: “Lembra daquilo? A gente podia fazer uma música instrumental e chamá-la de PNCDBA!” Mas não se preocupem, não é nada edificante, hehehe!!

TMB: COMO ESTÁ O CENÁRIO DO ROCK NO CEARÁ?
ANDERSON: A nossa rotina de apresentações é bem sazonal. Temos todos compromissos profissionais diversos, com horários que nem sempre batem. Mas aos poucos estamos reconstruindo nosso nome. Infelizmente, o cenário cearense tem sido muito afetado pela falta de locais adequados. Existem diversas bandas, de nível elevado, com estilos bem variados, mas os eventos estão escasseando.

TMB: O QUE VOCÊ DIRIA PARA QUEM ESTÁ COMEÇANDO AGORA, E TAMBÉM PRA QUEM TEVE BANDA, E ESTÁ NA NOSTALGIA DE RETORNO?
ANDERSON: Cada um tem suas próprias motivações. Mesmo para quem começa, ou quem retorna, creio que o principal é sempre a paixão. Fazer sua música e obter vibração com ela não tem preço. Não importa o estilo, pois não existe música ruim, na minha opinião. A avaliação é individualizada por quem está ouvindo. Se alguém for tocado por aquele som, se existe emoção genuína, então é bom para aquela pessoa e pronto!

Vilma Souza

Aluna e Colaboradora do ToqueMaisBaixo

Baixista, criador do ToqueMaisBaixo e empreendedor musical.

    1 Comentário

  1. Muito feliz em estar representado nessa plataforma. Obrigado pela entrevista e pela oportunidade de fazer parte da família Toque Mais Baixo. É certo que muito do que alcancei no instrumento, até hoje, vem do Curso, e muito mais ainda virá!!

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