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MIQUÉIAS DOS SANTOS – “O CONTRABAIXO É A EXTENSÃO DE NOSSA PERSONALIDADE”

Miquéias dos Santos Sousa é cearense, mas já ganhou o país e o mundo através de sua música, seu carisma e seu trabalho. Nascido em Fortaleza (CE), nosso convidado é contrabaixista, compositor e professor, e está há mais de 25 anos formando outros músicos. Ele gentilmente conversou com a gente, num bate-papo exclusivo e divertido. Confira!!

TMBX: COMO FOI A SUA HISTÓRIA COM O CONTRABAIXO?

MIQUÉIAS: Aos 16 anos, abriu um curso de violão na igreja que eu congregava. Acho que a ideia era “preparar” futuros músicos pra ajudar nos trabalhos da congregação. Tive uns 3 meses de aula com esse professor, que era o guitarrista da igreja. Depois estudei mais uns 4 meses com outro guitarrista (de outra igreja). Quase um ano depois, fui convidado pra ser substituto do guitarrista “base… Nesse período, tocando na igreja, observava o baixista, gostava da postura dele, achava o som bem presente e imaginava ser mais fácil, por tocar só uma corda por vez (rsrs). Um ano depois, eu já era (oficialmente) o guitarrista “base” e o substituto do baixista…. Tudo começa daí.

TMBX: QUAIS OS TRABALHOS QUE VOCÊ FEZ E FAZ, ATUALMENTE?

MIQUÉIAS: Já tive o prazer de acompanhar grandes nomes, como: Dominguinhos, Leny Andrade, Fagner, Margareth Menezes, Chico Cézar, Amelhinha, Waldonys… Ministrei aulas no Festival de Música em Ibiapaba, Festival Centro Sul e Vale do Salgado, Festival de Música de Guaramiranga e Festival de Música e Juventude (Fortaleza)… Tenho um trabalho solo e com trio (shows e workshops), participo do Quarteto Marimbanda, com o Thiago Almeida Trio e com o Mandacaru Jazz. Esses são os mais frequentes, mas acompanho vários amigos músicos em suas apresentações.

O Quarteto Marimbanda é o Grupo Instrumental mais aplaudido do Ceará. Com repercussão nacional e internacional, seus integrantes combinam despojamento e maestria, em trabalhos registrados em CDs. Seu repertório bem variado, caminha entre baião, frevo, choro, baladas, samba, jazz e música autoral. O Grupo é a prova de que é possível sim fazer música instrumental de qualidade.

Com a combinação de jazz com choro e música nordestina, o Grupo Instrumental Mandacaru Jazz também se propõe a ligar o atual e o clássico, num repertório repleto de canções que agradam gerações diversas.

TMBX: PODERIA NOS CONTAR UM POUCO SOBRE SUA EXPERIÊNCIA COMO PROFESSOR DE CONTRABAIXO?

MIQUÉIAS: Praticamente dou aulas a semana toda, e fico tentando administrar esses horários, intercalando com ensaios, gravações, shows… Mas procuro manter a rotina de aulas. É muito

gratificante poder participar da evolução de novos músicos e auxiliar músicos antigos, que por algum motivo, pularam etapas no processo do desenvolvimento musical. Costumo dizer que não adianta evoluir tecnicamente e não evoluir como pessoa, pois acredito que nosso som é bem ligado a algumas características pessoais. A insegurança, a segurança, a arrogância, a modéstia… estão entre as características que percebemos quando vemos e ouvimos alguém tocando.

TMBX: QUE DICAS VOCÊ PODERIA OFERECER PRA GALERA QUE SE AVENTURA NO MUNDO DOS GROOVES?

MIQUÉIAS: Acredito que devemos ser músicos que tocamos baixo, e não apenas baixistas técnicos. Amadurecer como pessoa (músico) e usar o que estudamos, somente quando for necessário… Não usar a música pra exibir técnica e velocidade. Elas são importantes, mas apenas no momento certo, e esse momento só saberemos com a maturidade. Ser pontual, ter bom caráter, buscar a versatilidade, muitas vezes abrem mais portas que ser o mais técnico, o mais rápido ou o que tem o instrumento mais caro.

  

Vilma Souza

Aluna e Colaboradora do ToqueMaisBaixo

Baixista, criador do ToqueMaisBaixo e empreendedor musical.

    2 Comentários

  1. vilma
    setembro 18, 2018

    TOP!!

  2. setembro 18, 2018

    Tive a honra de estudar teoria com Miqueias dos Santos sem dúvida foi um processo maravilhoso!!!!

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